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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Canário Brasileiro - Mutação Urucum

NÃO SÃO CANÁRIOS DO NOSSO 


CRIADOURO













Aprovada definitivamente a inclusão dos Canários Urucum na nomenclatura mundial COM/OMJ

Parabéns ao Sr. Álvaro Blasina pela conquista!!!!


                                                                                                                                                                                                                "AMIGOS
HOJE VIVIMOS UM MOMENTO HISTÓRCO POIS OS 5 JUÍZES INTERNACIONAIS (HOLANDA, BÉLGICA, ITALIA, ESPAÑA E ARGENTINA) APROVARAM EM DEFINITIVO A INCLUSÃO DOS CANÁRIOS URUCUM NA NOMENCLATURA MUNDIAL COM/OMJ.
ERA PRECISO UMA MÉDIA MÍNIMA DE 87 PONTOS NOS 9 EXEMPLAR
ES APRESENTADOS E ALCANÇAMOS UMA MÉDIA DE 90,27 PONTOS.
QUERO AGRADECER A DIRETORIA DA FOB PELO APÓIO, AOS CRIADORES QUE ACEITARAM JUNTO COMIGO ESTE DESAFIO (EM ESPECIAL AO SR. CARLOS ALBERTO POLICARO DO BIQ CANARIL),AOS JUÍZES QUE VIERAM DO EXTERIOR E A TANTOS AMIGOS QUE NOS APOIARAM E ESTIMULARAM
MUITO OBRIGADO A TODOS. DEDICO A CADA UM UM ABRAÇO DE GRATIDÃO"
Julho/2013

Canário Brasileiro-Mutação Urucum

A rápida evolução da mutação brasileira

Carlos Alberto Policaro - BIQ CANARIL

"Estamos complementando o nosso artigo publicado na Revista SANO nº 27, de junho de 2006, no qual relatamos o nosso trabalho para a introdução da mutação “URUCUM” nos “Inos Lipocrômicos Clássicos com Fator”.

Há cinco anos, durante uma visita ao nosso amigo Álvaro Blasina para a aquisição de matrizes destinadas ao nosso plantel, vimos alguns exemplares de sua criação e ficamos sabendo do enorme trabalho até então desenvolvido por ele, com o objetivo de fixar a nova mutação “bico vermelho”, posteriormente denominada “URUCUM”. A propósito, o artigo técnico de sua autoria, publicado no Brasil Ornitológico nº 66 , descreve passo a passo o seu excelente trabalho de fixação da mutação. Assim que vimos os exemplares de “ bico vermelho ”, imaginamos a sua introdução nos “rubinos”. Nosso objetivo declarado era a criação de um canário inteiramente vermelho, de olhos e bico vermelhos. O objetivo foi atingido em 2005, com a criação de um Rubino Urucum Intenso (foto 1).


Foto 1 - Rubino Urucum Intenso 


Em 2006, conforme prevíamos conseguimos criar exemplares perfeitamente saudáveis, com as três mutações simultâneas, um Rubi no Urucum Marfim Nevado (foto 2). Apesar da mutação “Marfim” afetar o depósito de lipocromo no bico e patas, diluindo-o, o cruzamento de exemplares “puros” resultou em exemplares marfins nevados com plumagem “aveludada”, de rara beleza. 

Foto 2 - Rubino Urucum Marfim Nevado


A qualidade dos exemplares URUCUM sem a mutação INO também tem melhorado consideravelmente ano a ano, como demonstram a seqüência de fotos abaixo. 

Foto 3 - Vermelho Urucum Intenso 


Foto 4 - Vermelho Urucum Nevado


Foto 5 - Rubino Marfim Urucum Intenso


Foto 6 - Rubino MF Urucum Nevado


Foto 7 - Rubino Urucum Intenso


Foto 8 - Rubino Urucum nevado


Entendemos que no atual estágio do pedido oficial de reconhecimento da mutação, o pedido limitou-se às cores onde surgiu e é mais evidente a fim de facilitar a sua aprovação, porém a rápida evolução da mutação certamente levará ao reconhecimento de outras cores. Junho/2007 
"Surgiu em Resende,Laranjo, em 1994 o primeiro filhote de bico vermelho.
Ao ver um ninho de um casal de Vermelho com três filhotes, percebeu-se que um deles tinha o bico vermelho. Pensou-se que se havia dado tanto carofil ao canário que até o seu bico havia ficado vermelho.
Na semana seguinte, a cor do bico se manteve.
Foi aí que, ao pegando o filhote na mão e examina-lo,que a cor do bico era realmente vermelha; uma Rubina de Bico Vermelho.


Mais uma ninhada de três filhotes e mais um de bico vermelho; sendo o primeiro uma fêmea e o segundo um macho.
A Rubina não procriou pois perdera gradativamente a visão.
Os filhotes, irmãos dos de bico vermelho foram para criar , no ano seguinte, acasalou-se uma das fêmeas com um macho de outra linhagem.
Para surpresa, nasceram filhotes de bico vermelho.
No total oito puros (cinco machos e três fêmeas), e vários portadores.
Os filhotes puros (de bico vermelho), apresentavam periodicamente problemas de visão, ou seja, alternavam períodos em que enxergavam normalmente com períodos de perda parcial da visão.
Outro criador de Resende, o Sr. Armando Camargo de Oliveira também adquiriu uma fêmea portadora, que, acasalada com um macho de sua criação (sem nenhum parentesco), deu, entre outros três filhotes puros, sendo dois machos e uma fêmea.
Este ano, o fenômeno se repetiu na criação da Bernaceli Beraldi, onde também nasceu um filhote apresentando a mesma característica.
O que tem nos surpreendido é o comportamento genético desta mutação, bastando uma fêmea portadora para que saiam na prole indivíduos puros, machos e fêmeas.
Outro fato interessante é que, além do bico, possuem também para e unhas avermelhadas.

Detalhe dos pés de dois filhotes: o da esquerda bico vermelho, apresenta pernas e pés de cor acentuadamente diferente de um pássaro normal
Há também uma considerável mudança na plumagem que se apresenta mais sedosa e macia.
Os acasalamentos até agora só foram feitos entre portadores, ou entre puros e portadores.
Ainda não acasalamos puros x puros.

Neste ano já será possível esse acasalamento e com isso descobrir mais sobre essa “mutação”.
Alguns cruzamentos foram feitos com pássaros da linha escura (buscando maior rusticidade) e este ano pretendemos cruzar com Brancos para tentar transferir “o bico vermelho” para um pássaro branco.


sábado, 6 de julho de 2013

A Participação da Família na Criação de Pássaros

Essa semana também no facebook, a criadora de canários de canto Alessandra Martins publicou um texto da sra. Maria Stella P. Ramalho sobre a importância da família na criação de pássaros.




Eu sempre digo feliz do criador que tem uma esposa que gosta de seus canários ou pelo menos não implica com eles....  Também homens.... tem que colaborar... nada de alpiste espalhado para todo lado.
Um criador de canários tem que dedicar tempo à criação, para isso tem que estar em casa. Já é um bom motivo pra gostar da criação...
Eu conheço pessoalmente algumas mulheres que participam ativamente da criação e também do campeonato. 
Enquanto na maioria dos clubes o que vemos é uma esmagadora maioria de homens durante os torneios, no clube que somos sócios (CPCCF), a maioria das esposas dos criadores de cor comparecem aos julgamentos de Canários de Cor, parece até uma reunião de família, até as crianças vão.
Temos um belo café da manhã, com a torta de frango da D. Pascoalina (Criadouro Jardim), o delicioso bolo de Fubá da Elaine (Canaril Chaves) e também os salgadinhos que a Josy (Canaril Fbynhos) leva e que são de dar água na boca.






O Preço da Qualidade



Hoje nosso amigo Gustavo, do Canaril Pauba's publicou um texto muito pertinente sobre o valor dos canários. Como ele mesmo diz em seu texto, em todos os seguimentos existem produtos com preços e qualidades diferentes.

“O preço da qualidade.”

Em todos os seguimentos existem produtos de qualidade superior que tem o preço mais alto e produtos inferiores que tem o preço menor.
Com os nossos queridos canários acontece o mesmo.
Todos os anos, nos deparamos com criadores, iniciantes ou não, no primeiro semestre do ano, em busca de pássaros, ou para formarem um plantel, ou para melhora de um plantel já existente ou para refresco de sangue do seu plantel com aves de outra linhagem genética.
A grande maioria busca animas de qualidade impar, sempre procurando estar mais perto do padrão exigido por determinada raça ou cor, para poderem gerar os melhores filhotes possíveis, no intuito de ter bons resultados nos concursos.
Muitas vezes, quando procuram outros criadores , para adquirirem estes exemplares de linhagens vencedoras , que possam produzir bons frutos , se assustam com “o preço da qualidade”.
Mais, não tem a noção, do tempo dedicado, investimentos em matrizes de qualidade, e muitos outros gastos e imprevistos que este criador teve para se chegar ao nível de qualidade em que se encontra .Nada cai do céu e nem se consegue por acaso!
Uma boa dica é :
Sempre duvide de pássaros com preço baixo, pois seria inviável a um criador sério, vender produtos de qualidade por preços baixos.
Se você, como criador, pretende participar de concursos e se destacar nos torneios regionais e Brasileiro, busque sempre matrizes de exelente linhagem, de criadores idôneos . E ,tenha a certeza de que estas aves não serão baratas, mais terão muito mais chances de produzir filhotes que podem se destacar nos concursos e naturalmente, como conseqüência, toda a sua linhagem se valorizara e terá muito mais procura por seus pássaros , por serem de uma linhagem vencedora, valendo assim, o mesmo ou as vezes ate mais do que as matrizes que pagamos caro.
Este é” o preço da qualidade”!!!!

Gustavo Fortes Bissacot
Canaril Paúba’s



Ainda sobre o assunto, há uns anos atrás vimos uma postagem no Blog Canários Faísca, também uma postagem sobre o assunto "... só eu sei o que gasto com eles, e mais ou menos o preço que que tenho de os vender para tentar fazer face a todas as despesas ao longo do ano, e se não valem-se eu não pedia..." 
Você pode conferir o texto na íntegra AQUI

O Jose Martins do Canaril D'Mafra, em comentário à postagem acima disse: "Só quem não é criador é que discute preço, porque se tivesse A TOTAL NOÇÃO dos custos em dinheiro e tempo para fazer um plantel nem discutia."


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Megabacteriose em Canários


Transcrito da Revista da SOVM 2005
Stefane Dickert Segabinazi¹
Maristela Lovato Flores²


Canário positivo para M. Ornithogaster (megabactéria) com sinais clínicos de incordena-ção motora. 



A megabacteriose é uma doença crônica que afeta várias espécies de aves como psitacídeos, passeiformes, avestruzes, emas e galinhas. Caracterizando-se principalmente por  emagrecimento progressivo, seguido da morte das aves afetadas. Também chamada de síndrome "going light" dos periquitos australianos. 
A megabacteriose é causada pelo fungo Macrorhabdus ornithogaster, anteriormente chamado de megabactéria. Sua aparência é semelhante a um longo bacilo Gram positivo, com dimensőes de 1-5xm de largura por 20-90^m de comprimento. Suspeita-se que este fungo seja parte da flora gastrointestinal normal, sendo algumas vezes encontrado nas fezes de aves saudáveis e, em aves susceptíveis e imunodeprimidas, poderia causar a doença.
Os canários afetados apresentam sinais clínicos de diarreia escura, fezes com raçăo năo digerida, emagrecimento, depressăo, dificuldade respiratória, incoordenaçăo motora, penas arrepiadas. O quadro pode ter a duraçăo de 12 a 18 meses, com períodos intermitentes de recuperaçăo. É citado que canários também podem apresentar sinais nervosos quando infectados pelo fungo.
As aves podem bicar a comida sem ingeri-la ou ingerem muito pouco. Ao se examinar o papo da ave ele se encontra vazio ... Estudos relatam que filhotes de pais positivos para megabacteriose já nasçam com a doença, năo se sabendo se ela é transmitida via ovo ou pelas fezes após a postura. Desta forma, recomenda-se que pais positivos năo choquem os ovos para se evitar uma possível transmissăo.
A necropsia das aves doentes oferece o diagnóstico consistente da megabacteriose. As aves geralmente estăo muito magras quando morrem. As lesőes săo encontradas no proventrículo e ventrículo, mas se concentram mais no proventrículo, que está distendido, contendo muito muco e às vezes algumas sementes, com pequenas lesőes hemorrágicas. Os intestinos apresentam-se hemorrágicos com fezes mucosas e escuras. Visualmente o proventrículo e o ventrículo estăo semelhantes a uma ampulheta, o que também pode ser observado através de raios X com contraste.
O diagnóstico da megabacteriose é realizado através da observaçăo em microscópio ótico das estruturas, semelhantes a longos bacilos Gram positivos em esfregaços de muco do proventrículo. 





Presença de tufos de M. ornithogaster inseridos na mucosa do proventrículo de canários aves mortas ou em fezes de aves vivas, corados pelo método de Gram.
Ele é confirmado com o envio do proventrículo e intestino para exame histopatológico das lesőes, onde se observa sobre o epitélio e dentro das pregas da mucosa do proventrículo e vilosidades intestinais, estruturas filamentosas, semelhante a bacilos, PÁS (coloraçăo de ácido periódico de Shiff) positivas, com cerca de 70(im de comprimento e 2um de largura, dispostas paralelamente, formando tufos. A cultura do M. ornithogaster também pode ser realizada, mas conforme o relato de diversos autores é muito difícil.
Quanto ao tratamento da megabacteriose sabe-se que há uma baixa resposta quando săo utilizados antibióticos. Devido à natureza fúngica do agente recomenda-se a utilizaçăo de antifúngicos. A nistatina, o cetoconazol e a anfotericina B săo recomendadas no tratamento desta doença, as quais devem ser administradas por via oral, na água de beber ou diretamente no bico das aves afetadas durante 4 a 6 semanas. Existe no exterior um medicamento à base de anfotericina B para o tratamento da megabacteriose denominado de Megabac-S (Vetafarm).
Recomenda-se também a acidificaçăo do estômago das aves (porque a megabactéria somente sobrevive em ambientes alcalinos) através da administraçăo pelo bico, de vinagre ou soluçőes contendo lactobacilos.
Após a confirmaçăo de um surto de megabacteriose recomenda-se a completa limpeza e desinfecçăo do ambiente e das gaiolas das aves, com troca de poleiros, bebedouros e comedouros. Também realizar a aplicaçăo de antifúngicos, como as velas de enilconazole associadas ŕ vassoura de fogo nas gaiolas. Estas açőes também podem ser realizadas periodicamente como medidas preventivas.
Deve-se lembrar que a megabactéria é transmitida pelas fezes, portanto a limpeza e desinfecçăo periódica do local onde as aves estăo alojadas e suas gaiolas, devem ser obedecidas. Aves de diferentes espécies năo devem ser criadas juntas e năo deixar que pais positivos para M. ornithogaster choquem seus ovos, săo medidas que ajudam a controlar a megabacteriose.
É importante que ao se introduzir uma nova ave no criatório, averiguar se ela é oriunda de plantei livre de M. ornithogaster. Também se deve evitar exposiçőes que năo exijam atestado de sanidade de aves participantes, as quais podem se tornar verdadeiros focos de infecçăo. Os criadores devem dispensar atençăo a principal fonte de infecçăo da megabacteriose, a qual seria a compra de aves portadoras do fungo, mas aparentemente saudáveis.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
VAN HERCK, H.; DUUESER, T.; ZWARE P et ai. A bacterial proventriculitis in canaries (Serinus canário). Avian Patology, v. 13, p. 561-572, 1984.
WERTHER, K.; SCHOCKEN-ITURRINO, R. P.;
VERONA, C. E. C. et ai. Ocorręncia de megabactérias em periquitos australianos, canários e agarponis na regiăo de Ribeirăo Preto no estado de Săo Paulo - Brasil.
Revista Brasileira de Cięncia Avícola, v. 2, n. 2, p. 183-187,2000.
MOORE, R. P.; SNOWDEN, K. F.; PHALEN, D. N. A method of preventing transmission of so-called "megabactéria" in budgerigars (Melopsittacus
undulatus),
 J. Avian Medicine and Surgery, v. 15, n. 4,p.283-287,2001.
TOEINA, T. S.; WIESON, G. H.; EATIMER, K. S. Clinicai and patrhological features of megabacteriosis (Macrorhabdus ornithogaster) in birds. Capturado em
15 de fevereiro de 2005. On-line. Disponível na Internethttp://www.vet.uga.edu/vppp/CEERK/Son.
FIEIPPICH, E. J.; PERRY, R. A. Drug trials against megabactéria in budgerigars{Melopsittacus undulatus). Australian Veterinarian Practitiner, v. 23,n.4,p.184-189,1993.
FEÔRES, M. E.; SEGABINAZI, S. D.; KOMMERS, G. D. et ai. Surto de megabacteriose em canários-belgas (Serinus canária) em um criatório no estado do Rio Grande do Sul: relato de caso. Revista Clínica Veterinária, n. 54, p. 24-26, 2005.


1    Méd. Veterinária - M. Sc - Profa. UFSM
2    Méd. Veterinária - Doutora - Profa. Adjunta UFSM




sexta-feira, 4 de maio de 2012

Avaliar Doenças nos Canários pela Visualização das Fezes

Vi essa texto num blog de um amigo de Portugal e achei muito interessante e acho que vale à pena ler.
Pra ir para o Blog Canaril de Mafra e ler a postagem basta clicar AQUI.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Canários Intensos Homozigotos e Heterozigotos


 Intensos  Homozigotos e Heterozigotos

Álvaro Blasina
Boletim OBJO 53/1993
Arquivo editado em 21 Abr. 2001 pelo Criadouro kakapo

O fator INTENSO é uma mutação autossômica dominante, que tem como característica principal, a maior presença do lipocromo em todo o conjunto de plumagem. Os exemplares mais valorizados são aqueles que permitem o depósito de lipocromo até as extremidades das penas, impedindo a formação de “schimell”.
Muitas coisas já foram ditas e escritas com referência a esta mutação, sua transmissão genética e sua expressão na plumagem dos canários. Em primeiro lugar, e com referência à  sua hereditariedade, ainda é universalmente aceito que este fator em dose dupla é letal. Hoje (depois de várias experiências) temos total certeza que esta afirmação não corresponde a realidade. Já conhecemos inúmeros casos de acasalamentos de canários intensos que deram alguns filhos com características próprias bem definidas e que acasalados com canários nevados deram ao longo da sua vida dezenas de filhos todos intensos. Esta constatação foi feita tanto com exemplares machos quanto com fêmeas.
Existem alguns autores que classificam o fator DUPLO INTENSO como sub-letal, considerando que os canários intensos homozigotos, apresentam (em alguns casos) menor rusticidade, principalmente em lugares de clima frio. Mesmo assim, temos experiências de vários exemplares homozigotos para o fator intenso que criaram com excelente desempenho durante vários anos.
Como se todas estas vivências não fossem suficientes, descobrimos também que os canários intensos homozigotos, apresentam uma característica fenotípica própria e infalível que os diferencia nitidamente dos canários heterozigotos. Quando um canário intenso é heterozigoto (portador de nevado ou mosaico), o extremo das suas penas longas (asas e cauda) apresenta invariavelmente, as bordas brancas, por melhor que este exemplar seja. Também as penas da região cloacal apresentam leves traços de “schimell”. Quando o pássaro é um intenso homozigoto, podemos verificar que a presença do lipocromo ocorre literalmente até a extremidade, das penas (inclusive as longas e as da região da cloaca). A diferença acima descrita entre os intensos homozigotos e os heterozigotos é absolutamente nítida e uma vez que observamos uns e outros, nunca mais nos deixam dúvidas a respeito.
Considerando que a preferência na hora do julgamento á dada aos exemplares que não tem “schimell”, pareceria ideal apresentar nos concursos sempre canários intensos homozigotos. Na prática isto não é tão evidente, pois os canários intensos homozigotos tem outras características que representam desvantajosas para os efeitos de concursos. A estrutura da pena é menor e por este motivo, eles manifestam problemas de forma e plumagem que devem ser muito bem avaliados, na hora de pensarmos em fazer um casal de canários intensos. Geralmente para contra restar o problema da pena, acasalamos somente canários que embora intensos, apresentam plumagem abundante e muito boa forma. Neste caso, vale a pena fazer a tentativa e você amigo criador poderá assim, tirar as suas próprias conclusões.







quarta-feira, 18 de abril de 2012

O FUNGO DE UNHA

Texto editado em 11/04/2012 pelo Canaril Curico, os trechos editados estão escritos em vermelho.


O FUNGO DE UNHA
(Matéria publicada na Revista Brasil Ornitológico nº 33)

(Osvaldo Vitorino Oliveira- Juiz OBJO/COM)
Muitos criadores de canários já tiveram a desilusão de ver um potencial campeão, aquele canário que se destacava na cor, de repente imprestável. Muitos juízes já tiveram o desprazer de desclassificar belos pássaros pela mesma razão. Já julguei exposições de canários onde mais de 10% dos pássaros foram desclassificados por serem portadores de micose em dedos. Já vi fungos de unhas em pássaros de quase todo o Brasil mas não nas proporções que ocorrem em Santa Catarina.
O fato deve estar relacionado às condições climáticas , principalmente à umidade relativa do ar. Uma consistente observação a favor desta hipótese é que a doença é mais comum nas cidades próximas de rios e do mar. É mais freqüente no fim do verão e no outono mas, nesta época, a superpopulação nos criadouros é grande. É provável que a doença seja transmissível, pois é comum vários pássaros de um mesmo gaiolão estarem contaminados.

Manifestações Clínicas
A doença é de difícil reconhecimento nas suas fases iniciais porque o pássaro afetado só levanta a pata doente nas fases adiantadas, quando a unha geralmente está irremediavelmente perdida. O início, por vezes, é caracterizado por lesões brancas ou amarelas ou engrossamento da ponta do dedo comprometido, fatos comuns a outras doenças das patas de canários . Geralmente o que caracteriza o quadro é a presença de uma lesão que se inicia dentro da matriz da unha e, em poucos dias, recobre toda a unha. Neste estágio a unha já está morta e não observa-se o filete sangüíneo que a nutre. A lesão não se destaca em alguns casos, pode haver contaminação secundária resultando em septicemia e morte do pássaro. As fotos mostram a doença em seus estágios avançados.

SINAIS E SINTOMAS:  Quando atacam as unhas, elas crescem em espessura, formando uma camada de cor branca em torno. Pode-se retirar essa camada que a unha aparece por baixo e, geralmente ela  se esfarela ao rasparmos. Dá a impressão que a unha cresce em comprimento também. Aparecimento de pequenas “bolinhas” nos dedos dos
canários. Paulo J. Gracioli – Revista SPCO 1998



Diagnóstico Laboratorial
O diagnóstico de laboratório é difícil, pelo alto custo dos exames e por não dispormos em nosso meio de laboratórios com prática em micologia ornitológica. Por analogia com o que praticamos no diagnóstico etiológico das onicomicoses humanas, enviamos para exames micológicos, microscopia e cultura, raspado de unhas de canários doentes. Todas as amostras tiveram resultado negativo, isto é, os fungos não eram encontrados na superfície das lesões. Decidimos, então, enviar para exame histológico de dedos amputados. Como os resultados foram interessantes, serviram de motivação para que, embora reconhecendo nossas limitações, escrevêssemos este artigo. O estudo das lâminas coradas pela técnica de hematoxilinaeosina e pela técnica de Grocott (pesquisa de fungos através de impregnação pela prata), mostrou processo inflamatório crônico com edema, extasia e congestão de vasos sanguíneos e a presença de formas fúngicas em hifas curtas e blastosporos, sugestivas de Tinea verrucosum que acomete seres humanos provocando lesões verrugosas. Outra característica marcante é a ausência do filete vasculo-nervoso que nutre a unha. Caso o problema persista em nosso criadouro, vamos tentar a cultura do fungo na matriz do dedo amputado onde se encontra o principal foco.

Tratamento
Quando percebemos a lesão verrucosa recobrindo a unha, geralmente não há tratamento eficaz que recupere o dedo. Os cremes e pomadas a base de imidazólicos são pouco eficientes, pois não alcançam os fungos que estão localizados na matriz da unha. Os que alcançam melhores resultados são a base de oxiconazol (oceral) e bifonazol (mycospor). Os esmaltes para uso humano, com alta concentração do princípio ativo, como o tralem para unhas e o loceryl, pelas mesmas razões, também apresentam eficácia reduzida. O tratamento local que apresenta melhores resultados, embora cause espanto, é a imersão da pata afetada em ácido sulfúrico a 50% por 20 a 30 segundos, seguidos de lavagem em água corrente. Este procedimento é inócuo, não restitua o aspecto normal da unha, mas impede sua evolução. Nas onicomicoses humanas, várias drogas usadas por via oral são eficazes no tratamento da doença como os imidazólicos (cetoconazol, fluconazol e itraconazol), a griseofulvina e a terbinafina quando usados por meses. Nos canários, como não conhecemos o metabolismo destes medicamentos (absorção, níveis sanguíneos, metabolização, concentração em tecidos queratinizados como pele e unhas e vias de excreção), torna-se difícil determinar corretamente as dosagens e o tempo de uso. Já experimentamos usar em nossos canários e cetoconazol (cetonax, nizoral, etc.) n dose de 1 gr., 5 comprimidos triturados, e o itraconazol (sporanox, itranax) 4 cápsulas de 100 mg por kg de farinhada seca, por pelo menos 3 meses. Os resultados curativos forma muito pobres, mas algumas unhas onde a doença estava nos estágios iniciais recuperaram o aspecto normal. É importante ressaltar, que a incidência de novos casos no plantel diminuiu bastante, tendo o medicamento agido preventivamente.

Profilaxia
Algumas medidas simples, embora trabalhosas, são eficientes na prevenção de casos novos. Todas são do conhecimento dos criadores, mas muitas vezes, negligenciadas.
a) Criadouro seco, arejado, limpo, ensolarado e sem superpopulação. Lembramos que o número máximo de canários por metro cúbico de volume do criadouro é cinco.
b) Plantel sadio. Todas as aves que apresentarem o problema devem ser submetidas a isolamento e tratamento, ou amputação da parte afetada. Recomendamos a desinfecção do dedo com iodo e a amputação com bisturi ou faca aquecidos até ficarem vermelhos e nova desinfecção. O calor do instrumento promove a hemostasia. Quando ocorrer sangramento, usamos hemosthal ou uma gota de superbonder. Um procedimento prático é a utilização de instrumento para fazer gravuras me madeiras, o "pirógrafo". A extremidade metálica funciona como termocautério.
c) revisar periodicamente as patas dos pássaros, lavando com pinho sol ou outro desinfetante.
d) Poleiros. Pensamos que aí está o principal ponto de contaminação das unhas. Devem ser limpos a cada 2 a 3 semanas. Os poleiros de plástico são bem mais práticos para limpeza, além de não reterem tanta umidade.
e) Grades. Local onde o canário mais coloca as patas depois dos poleiros. Devem ser trocadas pelo menos 1 vez por semana. As grades sujas são imersas por 24 a 48 horas em água com detergente, para amolecimento das fezes, e limpas com escovas ou máquina de jato d'água sob pressão. Feito isto, devem ser novamente imersas em água com cloro, formol, iodóforos ou sais quaternários de amônia por mais 24 horas e, secas ao sol.
f) Alimentação de boa qualidade.
Por último, quando o problema é muito importante, podem-se usar preventivamente os antifúngicos orais por tempo prolongado para controlar a doença. É necessário que os criadores e clubes ornitológicos conscientizem-se da importância dos serviços profissionais de médicos veterinários. Embora existam poucos especialistas em pássaros ornamentais, é imprescindível o apoio destes para melhorarmos a saúde do nosso plantel, e só depende de nós, os principais interessados na saúde dos nossos passarinhos.




Fungo nos Pés dos Canários e

Fungo nos Pés dos Canários d

Nessas outras fotos é possível ver a doença num estágio mais adiantado, com a perda da unha.


Fungo nos Pés dos Canários b

Fungo nos Pés dos Canários c

Fungo nos Pés dos Canários

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Polygonum aubertii

Fonte: Canários Alberto Silva

Nome cientifico: Polygonum aubertii
- Família: Polygonaceae (Poligonáceas).
- Origem: China e Russia 
- Possui um crescimento muito vigoroso, alcançando 5 a 6 metros por temporada.
- Trepadeira vigorosa, sempre verde em zonas de maior calor.
- Folha semi-persistente.
- Flores brancas muito pequenas e abundantes, desde a Primavera até ao Outono.
- No Brasil é chamada de Cordão Prateado ou Trepadeira Cascata. Não é uma trepadeira de uma beleza extraordinária.
- Luz: ao sol ou meia sombra.
- Temperaturas: resistencia ao frio e ao calor. -9ºC.
- Fácil de cultivar, propagação por estaquia. 
- É uma planta desordenada que necessita de uma poda severa no inverno.
- Evasiva, cortar o que for necessário

Fonte: Vines & Climbers

Esta planta é utilizada na canaricultura para oxidação das patas e do bico nos canários Lizard e negros, por si só não se consegue uma oxidação extraordinária, mas ajuda. 
As folhas se fornecem frescas assim  que colhidas, podem ser trituradas no processador junto com a farinhada.
Também pode ser colhida e seca ao sol durante alguns dias e fornecida à base de 10 gr por kilo de papa seca a partir dos 50 dias de vida e até ao fim da muda.


Fonte: Blog Ricardo Oliveira

A empresa francesa Ornipharma tem um produto para venda chamado Orni Ônix, descrito como uma tintura preta para os pés e bico, é um extrato vegetal da Polygonum aubertii, vendido na forma líquida . Segundo o fabricante a forma de extrato, uma tintura concentrada, permitirá  mais eficiência e conveniência no uso, uma vez que segundo o fabricante o uso da planta fresca pode prejudicar a saúde dos pássaros causando diarréia. O Orni Onix, também segundo o fabricante,  é uma solução 100% natural e deve ser forbnecida 1 colher de chá por litro de água potável, da saída do ninho até o momento da competição.

Fonte : Ivo Leite - Membro Tuga

É preciso lembrar que além de tudo é preciso:
1)Em primeiro lugar que o pássaro tenha boa genética .
2) Expor o pássaro  regularmente  ao sol (sol não muito forte), 
3) Fornecer à vontade a Polygonum aubertii, flores e folhas, até duas vezes ao dia, 
4) Fornecer spirulina por exemplo, porque ela   intensifica as melaninas. Deve ser dado, como complemento, durante todo o ano aos pássaros adultos e especialmente nas épocas da muda e de criação, em doses que representem 1% da dieta total diária, por exemplo 1g a 5g por 1kg de papa.                    
5) Fornecer alimentos ricos em ômega 3 e outros anti-oxidantes para manter “bronzeado”. 

Fonte: Boa Vida - Membro Tuga

Este texto escrevi baseado em artigos retirados da internet principalmente em sites e blogs europeus, também  me usei como  referência  conversas que tive com um amigo sr. Manuel Neves um português legítimo radicado no Brasil, ele me relatou que os pássaros dele não gostam das folhas da planta "in natura" por isso ele as tritura no processador junto com a farinhada. 
Em relação aos resultados, tem alguns que afirmam melhoras, mas outros que não conseguiram observar nenhuma diferença.





Essas são fotos da muda presenteada a nós pelo amigo Manuel Neves do Canaril Nossa Senhora do Amparo
.
Aqui coloco o link de alguns sites e blogs que fazem algum relato sobre o uso da planta:
Forum AvesPT


Se você quiser deixar um comentário ou fazer alguma pergunta é só clicar AQUI

domingo, 4 de setembro de 2011

Decisões da Assembléia OMJ - HS sobre julgamento dos mosaicos com fator


Decisões da Assembléia OMJ - HS sobre julgamento dos mosaicos com fator
Postado por João Basile
Qua, 20 de Julho de 2011 14:48 - Última atualização Qua, 20 de Julho de 2011 14:49
Conforme ata que vai transcrita integralmente abaixo , aqui vai o resumo das decisões tomadas
a respeito do julgamento dos canários mosaicos com fator vermelho:
 
    1.  1. A exigência das asas e caudas sem colorir se restringirá apenas à linha clara , a
saber : vermelho mosaico , vermelho marfim mosaico , rubino mosaico e rubino marfim
mosaico.
    2.  2. Em relação aos mosaicos da linha escura com fator será opcional , ou seja os canários
serão julgados tanto com asas e caudas coloridas como sem colorir e tal fato não terá
 qualquer influência no resultado do julgamento.
    3.  3.  A fase de transição será prorrogada por mais um ano , ou seja , em 2012  serão
adotados os mesmos procedimentos em relação aos julgamentos que foram utilizados em
2011.Nos anos subseqüentes os procedimentos serão conforme já decidido , terminando-se a
transição em 2014.

Fonte: Site da OBJO

terça-feira, 21 de junho de 2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 59, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2009


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO –MAPA
GABINETE DO MINISTRO
INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 59, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2009
PUBLICADA NA EDIÇÃO Nº 69, DE 10 DE ABRIL DE 2006,
DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO


O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o
art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006,  no
Decreto nº 24.548, de 3 de julho de 1934, na Instrução Normativa MAPA nº 56, de 4 de dezembro de 2007, e o que consta do
Processo no 21000.010667/2009-37, resolve:
Art. 1º Alterar o inciso III do art. 2º, o art. 5º, os incisos V e VI do art. 9º, os §§ 1º e 2º do art. 10, o caput e os §§ 1º e 2º do art. 11,
o caput e os §§ 1º, 3º, 4º, 5º e 6º do art. 14, o § 7º do art. 22, e o caput do art. 26 do Anexo I, da Instrução Normativa MAPA nº 56,
de 4 de dezembro de 2007, que passam a vigorar com as seguintes redações:
"Art. 2º ................................................................................
III - estabelecimento avoseiro: granja ou núcleo de avós, importadora, exportadora e produtora de ovos férteis para produção de
matrizes.
..............................................................................................."
(NR)
"Art. 5º Estabelecimento avícola preexistente é o criatório avícola cujo projeto de construção foi pré-aprovado pelo Serviço
Veterinário Oficial, antes 6 de dezembro de 2007."(NR)
"Art. 9º ............................................................................................................
V - planta de localização da propriedade ou outro instrumento, a critério do Serviço Veterinário Oficial responsável pelo registro,
capaz de demonstrar as instalações, estradas, cursos d'água, propriedades limítrofes e suas respectivas atividades;
VI  - planta baixa das instalações do estabelecimento ou outro instrumento, a critério do Serviço Veterinário Oficial responsável
pelo registro, capaz de demonstrar toda a infraestrutura instalada;
................................................................................................."
(NR)
"Art. 10...........................................................................................................
§ 1º Na hipótese da existência de laboratório no estabelecimento de que trata este artigo, este deve estar localizado fisicamente
fora da cerca de isolamento dos núcleos de produção.
§ 2º Poderão ser admitidas pelo SEFAG/SEDESA-SFA, baseadas em avaliação do risco para a sanidade avícola, alterações nas
distâncias mínimas mencionadas neste artigo, em função da adoção de novas tecnologias, da existência de barreiras naturais
(reflorestamento, matas naturais, topografia) ou artificiais (muros de alvenaria) e da utilização de técnicas de manejo e medidas de
biossegurança diferenciadas que dificultem a introdução e a disseminação de agentes de doenças." (NR)
"Art. 11. Os estabelecimentos avícolas de reprodução serão construídos de modo que as superfícies interiores dos seus galpões
permitam a limpeza e desinfecção, que o piso seja em alvenaria, e que os galpões sejam providos de proteção ao ambiente externo,
com instalação de telas com malha de medida não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro
milímetros), à prova da entrada de pássaros, animais domésticos e silvestres.

§ 1º Os estabelecimentos avícolas de reprodução deverão possuir cerca de isolamento de no mínimo 1 m (um metro) de altura em
volta do galpão ou do núcleo, com afastamento mínimo de 10 m (dez metros), de forma a evitar a passagem de animais
domésticos, não sendo permitido o trânsito e a presença de animais de outras espécies no interior dos núcleos.
§ 2º Os estabelecimentos avícolas de reprodução, que utilizem galpões fechados com tela de malha superior a 1 (uma) polegada ou
2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro milímetros), terão até 6 de dezembro de 2012 para que sejam substituídas suas
telas para malha não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois
centímetros e cinquenta e quatro milímetros), devendo, neste período, adotar as outras medidas de biossegurança e de manejo
previstas nesta Instrução Normativa." (NR)

"Art. 14. As instalações dos Estabelecimentos Avícolas Comerciais deverão ser construídas com materiais que permitam limpeza
e desinfecção e que os mesmos sejam providos de proteção ao ambiente externo, com instalação de telas com malha de medida
não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinqüenta e quatro milímetros), à prova da entrada de pássaros,
animais domésticos e silvestres.
§ 1º Os estabelecimentos de aves comerciais de corte e os estabelecimentos de postura comercial deverão possuir cerca de
isolamento de no mínimo 1 m (um metro) de altura em volta do galpão ou do núcleo, com um afastamento mínimo de 5 m (cinco
metros), eficaz para evitar a passagem de animais domésticos, não sendo permitido o trânsito e a presença de animais de outras
espécies em seu interior.
§ 2º .........................................................................................
§ 3º Os estabelecimentos avícolas comerciais preexistentes terão até 6 de dezembro de 2012 para a instalação de telas com malha
não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro milímetros) nos vãos externos livres dos
galpões.
§ 4º Os estabelecimentos de criação de outras aves de produção e aves ornamentais deverão ser providos de telas com malha de
medida não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro milímetros), à prova de pássaros,
animais domésticos e silvestres; e, em caso de criações ao ar livre, devem possuir telas na parte superior dos piquetes.
§ 5º Os estabelecimentos produtores de aves ornamentais, que já utilizem galpões fechados com tela de malha superior a 1 (uma)
polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro milímetros), terão até 6 de dezembro de 2012 para a substituição para
malha não superior a 1 (uma) polegada ou 2,54 cm (dois centímetros e cinquenta e quatro milímetros).
§ 6º Não é permitido o trânsito e presença de animais domésticos no interior dos núcleos dos estabelecimentos de criação de aves
de produção e ornamentais." (NR) "Art. 22.
..............................................................................................................
§ 7º Os estabelecimentos avícolas de reprodução e comerciais deverão estabelecer procedimentos para garantir a rastreabilidade
dos animais e dos ovos incubáveis, não sendo permitidos procedimentos conjuntos entre pintos de um dia ou ovos férteis
provenientes de estabelecimentos avícolas de status sanitários diferentes, sob pena do rebaixamento do status sanitário de todos
pintos de um dia ou ovos férteis manipulados conjuntamente." (NR)
"Art. 26. O trânsito interestadual de aves, inclusive as destinadas ao abate, além de esterco e cama de aviário, obedecerão às
normas estabelecidas pelo MAPA." (NR)
Art. 2º Acrescentar o art. 30, no Anexo I, da Instrução Normativa MAPA nº 56, de 2007:
"Art. 30. O disposto na presente Instrução Normativa não exime o estabelecimento do cumprimento da legislação ambiental
específica, no que concerne à licença."(NR)
Art. 3º Acrescentar o inciso XIII ao art. 2º, os §§ 1º e 2º ao art. 8º, e o § 3º ao art. 10, do Anexo I, da Instrução Normativa MAPA
nº 56, de 2007, nos seguintes termos:
"Art. 2º ...................................................................

XIII  - estabelecimento para classificação, seleção e armazenamento de ovos férteis: estabelecimento avícola que recebe ovos
férteis provenientes de estabelecimentos matrizeiros para fins de classificação, seleção e armazenamento." (NR)
"Art. 8º ..................................................................................
§ 1º Igualmente serão registrados nos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Animal de que trata o caput deste artigo os
estabelecimentos de recria de que trata o art. 2º, inciso VI, desde que realizem recria de postura de aves  de postura para
alojamento próprio, podendo a fase de produção ser realizada na mesma propriedade ou em outra, porém do mesmo proprietário, e
que as aves não sofram trânsito interestadual.
§ 2º Os estabelecimentos avícolas comerciais preexistentes deverão  adequar-se aos procedimentos de registro, junto aos Órgãos
Estaduais de Defesa Sanitária Animal, até 6 de dezembro de 2012."(NR)
"Art. 10 .............................................................................
§ 3º Ficam excluídos das exigências descritas nos incisos I e III, deste artigo, os estabelecimentos descritos no § 1º, do art.
8º."(NR)
Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º Ficam revogados o inciso VI do art. 9º, e o parágrafo único do art. 8º, do Anexo I, da Instrução Normativa MAPA nº 56, de
4 de dezembro de 2007.
                                     REINHOLD STEPHANES





Instrução Normativa Nº 56, DE 06 DE NOVEMBRO DE 2008


Instrução Normativa Nº 56, DE 06 DE NOVEMBRO DE 2008
Situação: Vigente
Publicado no Diário Oficial da União de 07/11/2008 , Seção 1 , Página 5
Ementa: Estabelece os procedimentos gerais de Recomendações de Boas Práticas de BemEstar para Animais de Produção e de Interesse Econômico - REBEM, abrangendo os sistemas
de produção e o transporte.


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
GABINETE DO MINISTRO
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 56, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2008


O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO,
no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da
Constituição, tendo em vista o que dispõe a Lei nº 5.197, de 3 de janeiro de 1967,
o Decreto nº 5.351, de 21 de janeiro de 2005, o Decreto nº 5.511, de 7 de agosto
de 1928, o Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, e o que consta do Processo
nº 21000.007717/2008-18, resolve:
Art. 1º Estabelecer os procedimentos gerais de Recomendações de Boas
Práticas de Bem-Estar para Animais de Produção e de Interesse Econômico -
REBEM, abrangendo os sistemas de produção e o transporte.

Art. 2º Para efeitos desta Instrução Normativa, consideram se:
I - animais de produção: todo aquele cuja finalidade da criação seja a
obtenção de carne, leite, ovos, lã, pele, couro e mel ou qualquer outro produto com
finalidade comercial;
II - animais de interesse econômico: todo aquele considerado animal de
produção ou aqueles cuja finalidade seja esportiva  e que gere divisas, renda e
empregos, mesmo que sejam também considerados como animais de produção;
III - sistema de produção: todas as ações e processos ocorridos no âmbito
do estabelecimento produtor, desde o nascimento dos animais até o seu
transporte;
IV - transporte: toda atividade compreendida entre o embarque dos animais,
seu deslocamento e o desembarque no destino final.
Art. 3º Para fins desta Instrução Normativa, deverão ser observados os
seguintes princípios para a garantia do bem-estar animal, sem prejuízo do
cumprimento, pelo interessado, de outras normas específicas:
I - proceder ao manejo cuidadoso e responsável nas  várias etapas da vida
do animal, desde o nascimento, criação e transporte;

II - possuir conhecimentos básicos de comportamento animal a fim de
proceder ao adequado manejo;
III - proporcionar dieta satisfatória, apropriada e segura, adequada às
diferentes fases da vida do animal;
IV - assegurar que as instalações sejam projetadas  apropriadamente aos
sistemas de produção das diferentes espécies de forma a garantir a proteção, a
possibilidade de descanso e o bem-estar animal;
V - manejar e transportar os animais de forma adequada para reduzir o
estresse e evitar contusões e o sofrimento desnecessário;
VI - manter o ambiente de criação em condições higiênicas.
Art. 4º A Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo -
SDC fará publicar na imprensa oficial e em outros meios de comunicação Manuais
de Boas Práticas de Bem-Estar, que estabelecerão recomendações de
procedimentos específicos para cada espécie animal de acordo com sua finalidade
produtiva e econômica.
Art. 5º O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá
estabelecer procedimentos e critérios de certificação do cumprimento do disposto
nos Manuais de que trata esta Instrução Normativa.
Art. 6º Esta Instrução Normativa não estabelecerá parâmetros para
propriedades onde a criação de animais for exclusivamente para a subsistência,
assim considerada aquela sem finalidade lucrativa.
Art. 7º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
REINHOLD STEPHANES




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Muda de Penas

As penas são únicas das aves, e é o que distingue as aves de outros animais. Na composição das penas, entram: queratina, eleidina, substâncias gordurosas, enxofre, vitaminas e sais, substâncias essas ingeridas pelas aves mediante alimentos que lhes são ministrados. O conjunto de todas as penas de uma ave é chamado de plumagem e o processo de substituição das penas é conhecido como muda. As penas são chamadas de tetrizes, retrizes e remíges. As tetrizes ou penas de coberturas são pequenas e revestem o corpo, enquanto que a penugem, por baixo, forma uma camada que fornece isolamento térmico adicional. As penas destinadas ao vôo são longas e rijas, existindo dois tipos: penas de cauda ou retrizes, que são freqüentemente simétricas, e penas da asa ou remiges, que têm um formato irregular.

Embora sejam muito resistentes, as penas com o tempo começam a perder o brilho e desgastar e precisam ser substituídas. A muda é um processo normal na vida das aves, relacionado a fatores biológicos ligados aos hormônios produzidos pela tireóide. Normalmente, nessa época os machos deixam por completo de cantar. A muda ocorre todos os anos e inicia-se geralmente após a época de reprodução, por isso não se deve permitir que se estenda demasiadamente a procriação, pois irá prejudicar a época ideal para a muda. .As penas não nascem apenas na época de muda, se um pássaro perde uma pena ela é imediatamente reposta.

No Brasil, a muda começa geralmente a partir de Janeiro e vai até Abril (considerando que as últimas crias tenham nascido em Dezembro). Se o pássaro foi bem alimentado irá mudar facilmente e a muda não se prolongará além de seis a oito semanas. Nesta época a ave não deve perder totalmente as penas, deve manter sempre uma quantidade razoável para voar, cobrir e proteger o corpo.

Quando a temperatura estiver elevada irá antecipar a muda do canário, em climas moderado e frescos ela pode atrasar um pouco.

É recomendado fornecer ao pássaro a dieta correta para esta ocasião, uma alimentação rica em cálcio (osso de siba), casca de ovo, vegetais, uma mistura de grãos com maior quantidade de óleo e uma farinhada com ovo. Na água de beber poderá se acrescentar algumas gotas de complexos vitamínicos que contenha ferro.
As penas caem naturalmente e devagar sendo que quase nem se percebe que o pássaro está na muda; se o pássaro voar com dificuldades, começar a aparecer a pele isto durante a muda não estamos numa situação normal, e pode ter sido uma muda causada pela má alimentação ou outros fatores.

Banhos de sol pela manhã ajudam bastante na muda, manter as gaiolas limpas, dar-lhes uma boa alimentação e toda proteção possível contra o frio e principalmente correntes de ar, evitando, entretanto cobrir a gaiola por inteiro, fornecer banheiras com água limpa para banhos apesar do banho não ser um consenso durante a muda, muitas pessoas afirmam que pode atrasar a muda e pode causar problemas de saúde ao pássaro. Também se deve evitar população em demasia nas gaiolas.

Quando as penas estão nascendo elas são envoltas numa espécie de canudinho. Este canudinho se chama “canhão”. O canhão vai se desfazendo, a pena vai se abrindo e dali, do canhão sai uma substância parecida com caspa, trata-se de uma camada de queratina que protege o canhão.


É nesta fase que os nossos canários provocam maior sujidade nos nossos criadouros. Com a muda milhares de penas que estão sendo trocadas fazem com que os criadouros tenham um ambiente carregado com mais pó. Não podemos descuidar da limpeza nesta fase, tão importante que é para uma boa criação no ano seguinte. Poderão ocorrer problemas nas vias respiratórias, e já se sabe os canários tem de estar em perfeitas condições para efetuar uma muda perfeita. Procure usar aspirador de pó para limpeza do criadouro ao invés de varrer para levantar menos pó, ou molhe o chão antes de varrer. Use uma bisnaga de água que faça uma pulverização fina sobre a sujeira. Procure limpar bem a tampa dos comedouros meia lua, principalmente das gaiolas mais baixas onde costuma acumular mais pó.


Terminada a muda, os machos recomeçam a cantar e é a melhor fase para se decidir quais aves a manter. É também a melhor fase para se comprar novos canários.

Quando a muda não vem no tempo habitual, pode-se provocá-la algumas vezes cobrindo a gaiola com um pano bem escuro e a colocando em local quente e abrigado, onde não seja incomodada. Um amigo criador me deu uma dica que foi válida, deixar o criadouro com as luzes apagadas por uns dois dias, deixando entrar só luz natural e depois oferecer banho aos canários, foi muda na certa.

As mudas precoces são consideradas aquelas em que as penas são trocadas fora da sua época normal: bruscas mudanças de ambiente, exposição prolongada ao calor excessivo, dieta inadequada, ataque de ácaros, sustos, acordar as aves durante o seu sono e entre outros fatores, são causadores de uma muda precoce. Um pássaro nestas condiçőes é um pássaro triste e sempre está encorujado (embolado), o pássaro não canta.

Mudas anormais que costumam localizar-se na cabeça pode dever-se a insuficiências alimentares, falta de ventilação ou de luz, doenças infecciosas ou parasitárias, mas em todo o caso a necessidade de uma dosagem extra de aminoácidos e vitaminas é essencial para assegurar um correto crescimento da nova plumagem. Devemos tratá-los muito bem, administrando algumas vitaminas para tal e evitar o máximo em incomodar as aves.

Os filhotes nascem pelados com uma finíssima plumagem, e aos poucos vão aparecendo as penas e quando saem do ninho já estão empenados por inteiro. Os filhotes também mudam de pena em torno do terceiro ao quarto mês de vida, o que chamamos de muda de ninho, o pássaro muda só as penas do peito e cabeça, as penas das asas e rabo só mudaram no próximo ano. Nessa primeira muda aparecem algumas das características da ave adulta. O fator mosaico, por exemplo, não se manifesta logo quanto os filhotes nascem, e sim, somente após a primeira muda de penas aí começam a aparecer as máscaras (o amarelo mosaico, nasce totalmente amarelo, a mesma coisa para o vermelho mosaico que nasce todo vermelho), como se vê na foto abaixo um canela mosaico macho começando a formar a máscara. Quase todos os pássaros fazem a muda para a plumagem adulta com um ano de idade.


Referências: Site Criadouro Kakapo; Animais de estimação – Pássaros, manual ilustrado, Ed. JBIG; O Canário Através dos Tempos, Álvaro Cesar Dutra – Ed. Nobel; Internet

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